quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Papa Francisco: coletiva de imprensa aos jornalistas

Dia 03 de outubro o Papa Francisco respondeu as pergunta dos jornalistas a bordo do avião no qual regressou para Roma vindo da Geórgia e do Azerbaijão e falou sobre questões importantes:

Cidade do Vaticano (RV) - "Obrigado como sempre pelo trabalho de vocês. Perguntem o que quiserem”, disse o Papa Francisco aos jornalistas que o acompanharam nos três dias de viagem ao Cáucaso, primeiro à Geórgia e depois ao Azerbaijão. Na coletiva de imprensa, a primeira tendo ao lado o novo Diretor da Sala de Imprensa, Georg Burke, o Pontífice comentou suas impressões sobre os dois países visitados, falou das próximas viagens, do Consistório e das eleições nos Estados Unidos. Eis os principais trechos.

Uma jornalista georgiana afirmou que os cidadãos da Geórgia ficaram muito impressionados pelos discursos de Francisco e de modo especial pela foto do Papa junto com o Patriarca que foi compartilha milhares de vezes nas redes sociais. A pergunta foi sobre uma futura colaboração com as Igrejas Ortodoxas em relação às diferenças doutrinas.

Papa Francisco:

Eu tive duas surpresas na Geórgia. Uma é a Geórgia. Eu nunca imaginei tanta cultura, tanta fé, tanta cristandade. Um povo crente, com uma cultura cristã muito antiga, um povo de muitos mártires. E eu descobri uma coisa que não conhecia: a amplidão desta fé georgiana. A segunda surpresa foi o Patriarca: é um homem de Deus, este homem me comoveu. As vezes que eu o encontrei saí com o coração emocionado, e com a sensação de ter encontrado um homem de Deus. Verdadeiramente, um homem de Deus. Sobre as coisas que nos unem e nos separam, eu diria: não vamos discutir as questões de doutrina, vamos deixá-las para os teólogos, eles sabem fazer isso melhor do que nós. Discutem e são bravos, são bons, têm boa vontade; os teólogos de uma parte e da outra. O que devemos fazer nós, o povo? Rezar uns pelos outros. Isso é muito importante: a oração. E segundo, fazer as coisas juntos: há os pobres, trabalhemos juntos com os pobres; há este problema, podemos resolvê-los juntos? Vamos fazer isso juntos; há os migrantes? Vamos trabalhar juntos… Vamos fazer as coisas de bem pelos outros, juntos. Isso podemos fazer. E este é o caminho do ecumenismo. Não só o caminho da doutrina: este é o último; se chegará ao fim. Mas vamos começar a caminhar juntos. E com boa vontade, isso pode ser feito, se deve fazer. Hoje o ecumenismo se deve fazer caminhando juntos, rezando uns pelos outros. E que os teólogos continuem conversando entre eles, estudando entre eles. Não só… Mas a Géorgia é maravilhosa, é algo que eu não esperava: uma Nação cristã, mas na medula…

Matrimônio e divórcio

Em relação ao matrimônio e divórcio, o Papa sublinhou que o matrimônio como imagem de Deus é a união entre homem e mulher. “A imagem de Deus não é o homem, mas o homem com a mulher que formam uma só carne quando se unem no casamento. Esta é a verdade”, sublinhou.

Segundo o pontífice, nesta cultura os conflitos e problemas não são bem administrados, como também as filosofias de hoje: faço isso, depois quando me canso faço aquilo, faço o terceiro e o quarto; é uma guerra mundial contra o matrimônio. “Devemos estar atentos a não deixar entrar em nós essas ideias. O matrimônio é imagem de Deus, homem e mulher numa só carne. Quando isso é destruído, se suja ou se desfigura a imagem de Deus. A Amoris laetitia fala sobre como tratar estes casos, como tratar as famílias feridas e aqui entra a misericórdia. O matrimônio ferido, os casais feridos: entra a misericórdia. O princípio é este, mas as fraquezas humanas e os pecados existem. Porém, a fraqueza e o pecado não têm a última palavra. A última palavra é a da misericórdia! Na Amoris laetitia se fala de matrimônio, do fundamento do matrimônio, como se preparar ao matrimônio, como educar os filhos, e no capítulo VIII, quando vêm os problemas, como se resolvem. Se resolvem com quatro critérios: acolher as famílias feridas, acompanhar, discernir cada caso e integrar, refazer. Isto significa colaborar nesta segunda fase, nesta recriação maravilhosa que o Senhor fez através da redenção. Existe o pecado, a ruptura, mas também a misericórdia, a redenção: a cura.”

Teoria de gênero

Sobre a teoria de gênero, definida pelo Papa Francisco como “grande inimiga, uma ameaça contra o matrimônio”, o pontífice disse que acompanhou em sua vida de sacerdote as pessoas com tendências e práticas homossexuais.
“Eu as acompanhei e aproximei do Senhor. Nunca abandonei ninguém. As pessoas devem ser acompanhadas como as acompanha Jesus. Quando uma pessoa tem essa condição e chega diante de Jesus, o Senhor não lhe dirá: Vai embora porque você é homossexual! Não! Eu me referi sobre a maldade que se faz hoje com a doutrinação da teoria de gênero. Uma coisa é a pessoa ter essa tendência, essa opção, e também quem muda de sexo. Outra coisa é ensinar nas escolas esta linha para mudar a mentalidade. Isso eu chamo de colonizações ideológicas”, disse o Papa.

O Santo Padre disse que no ano passado recebeu uma carta de um espanhol que contou a sua história de quando era menino e garoto. Era uma menina, uma garota e sofreu muito porque se sentia garoto, mas fisicamente era uma garota. Quando se tornou adulto foi operado, mudou sua identidade civil, se casou e trabalha no ministério.

“As tendências ou desequilíbrios hormonais causam muitos problemas e devemos estar atentos a não dizer: É tudo a mesma coisa! Mas acolher, acompanhar, estudar, discernir e integrar cada caso, sempre com a misericórdia de Deus.”

Consistório

O Papa Francisco falou ainda do próximo Consistório, para o qual foram propostas três datas, sendo uma delas o primeiro Domingo do Advento, e que decidirá voltando desta viagem ao Cáucaso. Sobre a escolha dos cardeais, o Pontífice disse que está estudando os nomes. “A lista é longa, mas há somente 13 lugares”, afirmou, acrescentando que lhe agrada a ideia de ver a universalidade da Igreja no Colégio cardinalício. “Não somente o centro – por assim dizer – ‘europeu’. Os cinco continentes, se possível.”

Viagem a Fátima

“Certamente, por enquanto, irei a Portugal, e irei somente a Fátima. Por enquanto. Por quê? Há um problema. Neste Ano Santo foram suspensas as visitas ad limina; ano que vem, devo fazer as visitas ad limina deste ano e do próximo. E há pouco tempo para as viagens. Mas a Portugal irei (o Pontífice mencionou a data de 13 de maio). À Índia e Bangladesh, quase certo. À África ainda não está certo o país, tudo depende seja do clima, em qual mês, porque se é no noroeste da África é um coisa, se é no sudoeste, é outra. E depende também da situação política e das guerras ali… Mas há possibilidades pensadas na África. Na América, disse que quando o processo de paz, se sair, gostaria de ir [à Colômbia], quando tudo estiver concluído...mas tudo dependo do que dirá o povo. O povo é soberano.”

Possível viagem à China

“Temos boas relações, se estuda e se fala, há comissões de trabalho… Eu sou otimista. O povo chinês tem a minha estima. Outro dia, por exemplo, houve um congresso de dois dias sobre a Laudato si’ na Academia das Ciências, e havia uma delegação chinesa do presidente. E o presidente chinês me enviou um presente… há boas relações... Eu gostaria [de ir à China], mas ainda não penso nisso...”

Beatificação de padre Hamel

Outra pergunta dos jornalistas foi sobre a beatificação de Pe. Hamel, degolado na França em julho. O Papa confirmou que o Card. Amato está analisando a questão, sem esperar os cinco anos exigidos para o início do processo.

Prêmio Nobel da Paz

Sobre a escolha do vencedor do Nobel da Paz, que será anunciado em 7 de outubro, Francisco pediu que se fala mais das vítimas inocentes das guerras e conflitos. “É um pecado contra Jesus Cristo, porque a carne dessas crianças, dessa gente doente, desses idosos indefesos é a carne de Cristo. Seria necessário que a humanidade dissesse algo pelas vítimas das guerras. Para aqueles que fazem a paz, Jesus disse que são bem-aventurados. Mas as vítimas das guerras, devemos dizer algo e tomar consciência, eh? Lançar uma bomba sobre um hospital de crianças e morrem 30, 40; sobre uma escola... esta é a tragédia dos nossos dias.”

Conselho para os eleitores estadunidenses

“Em campanha eleitoral, eu jamais digo uma palavra. O povo é soberano, somente digo: estude bem as propostas, reze e escolha em consciência! Agora saio do problema e vou para a ficção, porque não quero falar do problema concreto. Quando num país existem dois, três, quatro candidatos que não satisfazem a todos, significa que a vida política daquele país é demasiado politizada, mas não tem cultura política. E uma das tarefas da Igreja e do ensino nas faculdades é ensinar a ter cultura política. Existem países – penso na América Latina – que são demasiado politizados, mas não têm cultura política; sou deste partido, deste e daquele outro, mas afetivamente, sem um pensamento claro sobre as bases, as propostas.”

Conflito entre a Armênia e o Azerbaijão

Uma pergunta sobre o conflito entre a Armênia e o Azerbaijão: o que deve ocorrer para se chegar a uma paz permanente que tutele os direitos humanos? E qual o papel poderia ter o Santo Padre?

Papa Francisco:

Duas vezes, em dois discursos eu falei sobre isso. No último eu falei sobre o papel das religiões para ajudar nesta questão. Creio que o único caminho seja o do diálogo, o do diálogo sincero, sem nada sob a mesa, sincero, face a face. Uma negociação sincera. E se não se pode chegar a isso, ter então a coragem de ir a um Tribunal Internacional, ir a Haia, por exemplo, e submeter-se ao julgamento internacional. Não vejo outro caminho. O outro é a guerra, e a guerra destrói sempre, com a guerra se perde tudo! E também, os cristãos, com a oração, rezar pela paz para que esses corações tomem este caminho de diálogo, de negociações ou ir a um tribunal internacional. Mas não se podem ter problemas como esses: pensem que os três países caucásicos têm problemas. Também a Geórgia há um problema com a Rússia: não se conhece muito sobre isso… mas há um problema, que pode crescer… não se sabe; e a Armênia é um país sem fronteiras abertas, há problemas com o Azerbaijão. Deve-se ir ao tribunal internacional se não há diálogo e negociação: não há outro caminho. E a oração, oração pela paz.

Uma pergunta ainda sobre por que o Papa faz viagens a lugares onde se encontram pouquíssimos católicos?

Por que ir à periferia?

Papa Francisco:


Essa pergunta me fizeram após a minha primeira viagem, que foi à Albânia: Por que o Senhor escolheu ir à Albânia na sua primeira viagem à Europa? Um país que não é da União Europeia? Depois eu fui a Sarajevo, na Bósnia Herzegovina, que não faz parte da União Europeia. O primeiro país da União Europeia onde eu fui foi a Grécia, Ilha de Lesbos: o primeiro. Por que fazer viagens a estes países? São três países caucásicos: os três presidentes vieram ao Vaticano para me convidar. E com insistência. E todos os três tiveram um comportamento religioso diferente: os armênios são orgulhosos – e isso sem ofender hein?  - orgulhosos de sua “armenidade”… e têm uma história, e eles são cristãos, a grande maioria, mas, quase todos, cristãos apostólicos, cristãos católicos e um pouquinho de cristãos evangélicos: poucos. A Geórgia é um país cristão, totalmente cristão, mas ortodoxo. Os católicos são poucos. Ao invés, o Azerbaijão é um país, creio, 96-98% muçulmano: não sei quantos são os habitantes, porque eu disse dois milhões, mas creio que sejam vinte, não?... são cerca de 10. Sim, cerca de 10 milhões; os católicos são no máximo 600, poucos. E eu, por que vou ali? Pelos católicos, para ir à periferia de uma comunidade católica, que se encontra precisamente na periferia, e é muito pequena. E hoje na Missa eu disse que me fazia recordar a comunidade periférica de Jerusalém, fechada no Cenáculo, esperando o Espírito Santo, esperando poder crescer, sair… é pequena. Não é perseguida, não, porque no Azerbaijão há um grande respeito religioso, uma grande liberdade religiosa. Isso é verdade, eu disse isso no meu discurso hoje. E também esses três países são periféricos, como a Albânia, a Bósnia Herzegovina…E eu lhes disse: a realidade se entende melhor, e se vê melhor a partir das periferias do que do centro. E por isso escolho ir ali. Mas isso não tira a possibilidade de ir a um grande país como Portugal, França, não sei… vamos ver… (SP-BF-MJ)

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/10/03/papa_no_avi%C3%A3o_acolher_a_todos_como_faria_jesus/1262482

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Palmas na missa: sim ou não?

A questão do respeito à liturgia da Igreja tem atualmente suscitado vários debates sobre temas como procissão, adoração ao Santíssimo Sacramento, cantos, missas tridentinas, manifestação de carismas extraordinários etc. Obviamente que tais temas não estão todos no mesmo nível ou no mesmo grau de valor, quando se refere a uma maior ou menor adequação às normas litúrgicas da Igreja. É o caso do questionamento que se pode levantar sobre bater palmas durante a celebração da missa.

Antes de se tentar fazer brevemente aqui algumas considerações no tocante ao respeito da liturgia da Igreja, o que se pode dizer sobre as palmas em si? 

Já há muito que, em tantas culturas – por que não dizer em todas, mesmo se com maior ou menor freqüência - se expressa os afetos com as palmas. Para manifestar entusiasmo e motivação ou para entusiasmar e motivar, as palmas são usadas de forma rítmica ou não. Grandes aclamações de personalidades públicas, apresentações artísticas ou o simples fato de reconhecer algo bem feito, são acompanhados de palmas como sinal de ovação, reverência ou reconhecimento. O ritmo de cantos e danças muitas vezes se inicia com palmas ou as gera. E até mesmo uma boa e sã gargalhada às vezes é completada com palmas, na exteriorização corporal das emoções. Este gesto que consiste em bater uma mão contra a outra, produzindo um som não é tão anódino quanto parece. Ademais, muito se poderia discorrer sobre quanto significado há as mãos.

No contexto bíblico, deparar-se-á com um grande número de expressões que empreguem a “mão”, muitas vezes personificada, a fim de designar a intenção mais profunda do próprio sujeito agente. Assim as mãos são levantadas para exprimir a atitude de oração (cf.2Mac 3,20; 1Tm 2,8) Encontrar-se-ão as palmas de aclamação a um rei (cf. 2R 11,11); o profeta bate palmas enquanto profetiza (cf. Ez 21,19); há também as palmas de censura e reprovação dos atos (cf. Ez 6,10; Lm 2,15); e até Deus bate palmas (cf. Ez 21,22)! Num hino de louvor, a natureza é convidada a exultar de alegria com as palmas (cf. Is 55,12; Sal 97,8), antropomorfismo que revela suas verossímeis raízes na liturgia do povo. Diz o salmo 46 (tradução da Bíblia Ave Maria): 

Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Coré. Povos, aplaudi com as mãos, aclamai a Deus com vozes alegres, porque o Senhor é o Altíssimo, o temível, o grande Rei do universo. Ele submeteu a nós as nações, colocou os povos sob nossos pés, escolheu uma terra para nossa herança, a glória de Jacó, seu amado. Subiu Deus por entre aclamações, o Senhor, ao som das trombetas. Cantai à glória de Deus, cantai; cantai à glória de nosso rei, cantai. Porque Deus é o rei do universo; entoai-lhe, pois, um hino! Deus reina sobre as nações, Deus está em seu trono sagrado. Reuniram-se os príncipes dos povos ao povo do Deus de Abraão, pois a Deus pertencem os grandes da terra, a ele, o soberanamente grande. 

Portanto, isto deixa entrever uma liturgia celebrada alegremente pelo povo de Israel, com instrumentos, ritmos, aclamações, na qual o corpo também está bastante envolvido. Tal fato se confirma em outros textos bíblicos (cf. 1Cr 16, 42; 1Cr 23,5; 2 Cr 7, 6; 2Cr 30,21; ). Seria fastidioso citar aqui todos os textos que mencionam os músicos, os corais, os instrumentos e os cânticos, através dos quais a alegria da música hebraica se traduz, dando lugar também aos afetos e sentimentos de todos os tipos e assumindo os gestos corporais. Significativo é o texto de 2S 6,5: “Davi e toda a casa de Israel dançavam com todo o entusiasmo diante do Senhor, e cantavam acompanhados de harpas e de cítaras, de tamborins, de sistros e de címbalos”. Seria difícil não imaginar o uso das palmas em tais celebrações.

Certamente que a liturgia da Igreja não é a mesma da época de Davi e do povo de Israel. Contudo, a liturgia da Igreja assumiu muitos traços das celebrações hebraicas, mantendo com estas uma grande semelhança nos primeiros séculos. Na época apostólica, para a celebração litúrgica, “se fala também de louvor de Deus, e oração de intercessão. Aqui se vê a continuidade com a tradição sinagogal que, no culto sabatino, faz uso das berakot (=orações de bênçãos) no contexto da leitura da Palavra de Deus e da sua explicação; Jesus era habituado a freqüentar esta liturgia na sinagoga em dia de sábado (Lc 4,16-21)” 1

O questionamento, que se fará necessário, concerne não somente a história da liturgia, mas também a história da música sacra. Pois assim como a liturgia cristã teve suas influências sinagogais e seu desenvolvimento no encontro com outras culturas, assim também a música se desenvolverá e passará por diferentes estilos ao longo da história do culto cristão. Talvez, em certos momentos da história, um determinado estilo musical tenha sido mais valorizado na liturgia do que outros. Porém, na Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium, percebese que, ainda que o canto gregoriano tenha uma grande estima, não há nenhum estilo musical concreto que possa ser mais sacro do que outros, aprovando e aceitando “no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas” (SC 112).

Ainda que haja palmas para diferentes situações, como já foi acima mostrado, é no âmbito da música litúrgica que justamente elas poderão assumir uma razão de ser e um sentido, os quais não ofendem a liturgia da Igreja em suas rubricas, e menos ainda o centro do mistério celebrado. Ademais isto também não significa que se estaria a forçar uma introdução das palmas no rito romano ou que se precisaria de uma autorização expressa, haja vista que os documentos da Igreja já dão uma margem para tanto.

Como se justificaria isto?

Já no início da parte da SC que trata da música (cf. 112) percebemos esta abertura a uma forma musical que, por seus aspectos culturais que englobam o ritmo e os gestos corporais, seria propensa a admitir as palmas em certas partes da celebração da missa, ato litúrgico por excelência. Quando o documento Musicam Sacram, de 1965, trata da participação do povo na liturgia ele diz o seguinte no n. 15:

Esta participação:
a) Deve ser antes de tudo interior; quer dizer que, por meio dela, os fiéis se
unem em espírito ao que pronunciam ou escutam e cooperam com a graça
divina.
b) Mas a participação deve ser também exterior; quer dizer que a participação
interior deve expressar-se por meio de gestos e atitudes corporais, pelas
respostas e pelo canto. Eduquem-se também os fiéis no sentido de se unirem
interiormente ao que cantam os ministros ou o coro, de modo que elevem os
seus espíritos para Deus, enquanto os escutam. 2

Seria um erro pensar que dentre estes gestos corporais estariam as palmas, particularmente em certas culturas, nas quais os gestos assumem um papel relevante? Parece que a CNBB entende que não. Para uma cultura mestiça como a do povo brasileiro, repleta de elementos indígenas, europeus e africanos, o texto de um estudo da CNBB (n. 79) admite palmas como fazendo parte da liturgia. Por exemplo, para as aclamações, como participação do povo, devem ser incentivadas e mais variadas, através do canto, das palmas ou dos vivas. 3

Ou ainda, para a acolhida inicial, “oportunamente, gestos da assembléia poderão intervir, por exemplo, acolher-se mutuamente através de saudações aos vizinhos, bater palmas, dar vivas em honra ao Cristo Ressuscitado, a Nossa Senhora, ao Padroeiro(a), em dia de festa etc.” 4

Poder-se-ia objetar afirmando que os textos não tratam da música. Todavia, quando se procura interpretar o que o texto da SC diz nos números 118 e 119, deduz-se que haveria a possibilidade de um acompanhamento do canto com as palmas. No n. 118, o Concílio afirma que se deve promover “muito o canto popular religioso, para que os fiéis possam cantar tanto nos exercícios piedosos e sagrados como nas próprias ações litúrgicas, segundo o que as rubricas determinam”. Entenda-se o canto popular religioso como aquele que assume os traços da música popular de um país, com seus ritmos, harmonias e melodias característicos. Ora, em várias tradições populares da música brasileira e de tantos países, encontra-se o acompanhamento das palmas.

O número seguinte do documento acrescenta: “há povos com tradição musical própria, a qual tem excepcional importância na sua vida religiosa e social. Estime-se como se deve e dê-se-lhe o lugar que lhe compete, tanto na educação do sentido religioso desses povos como na adaptação do culto à sua índole, segundo os art. 39 e 40”. Portanto, o ensinamento conciliar já previa e incluía as diferentes tradições musicais - reconhecidas pelas autoridades eclesiásticas territoriais competentes - que certamente englobam variadas formas de expressões corporais.

Por outro lado, há uma grande necessidade de formação litúrgica, a fim de evitar os excessos, como por exemplo, as palmas em momentos indevidos ou o incentivo exagerado às mesmas. Uma boa formação litúrgica atentará para o bom senso, à harmonia, à sobriedade e ao decoro, de tal forma que as manifestações exteriores na participação da celebração da missa não sobrepujem a adesão e a atenção interiores requeridas como primordiais.

Desde modo, conhecendo bem as características dos cantos que acompanham as distintas partes da celebração eucarística, evitar-se-á, por exemplo, palmas acompanhando o canto de comunhão, cuja índole é mais meditativa. Mesmo com a aprovação da CNBB, também as aclamações com palmas devem ser empregadas com parcimônia. Melhor seria reservá-las para os domingos “festivos”, solenidades ou nos momentos de grandes encontros de uma diocese.

Assim como os músicos recebem uma formação musical no tangente à unidade e harmonia do conjunto, toda a assembléia também pode e deve estar atenta à este aspecto no tocante às palmas. Normalmente, um instrumento de ritmo tem seus momentos fortes e fracos, assim como os outros instrumentos. Todos assumem uma justa medida de intensidade e volume que é prevista pela partitura. Isto também faz parte da harmonia e da estética musical.Quando se trata de palmas, que compõem o conjunto celebrativo-musical, o discurso é análogo. Portanto, será de grande proveito para a beleza da celebração litúrgica uma educação quanto ao emprego das palmas. Será, algumas vezes, uma situação de crescimento mútuo,haja vista que se um irmão ou irmã está batendo palmas exageradamente, de modo descompassado ou em momentos inoportunos, uma gentil correção será oportuna.

Por fim, resta lembrar que as palmas não são obrigatórias e por isso nunca devem ser impostas a ninguém. O acolhimento de uma comunidade velará para que todos se sintam à vontade e não em situações desconfortáveis durante as celebrações. A caridade manifestada no acolhimento e no desejo de fazer os outros participarem ativamente da celebração, deve caminhar junto com a necessidade de acolher o mistério vivido e celebrado através do culto oferto na e pela Igreja.

Pe Rafael C. Fornasier
Mestre em antropologia teológica
Padre da Arquidiocese de Niterói e membro da Comunidade Emanuel

[1] Giglioni, Paolo, Introduzione alla liturgia, cap. 4, in Congregação para o Clero – Smart CD (Biblioteca-Liturgia) 2001. Tradução nossa.
[2] Ver também n. 30 da SC.
[3] Cf. CNBB, Animação Litúrgica no Brasil, estudos n. 79, 1984, n. 209.
[4] Ibid., n. 244

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Exortação Apostólica “Amoris laetitia” será publicada quase seis meses após a conclusão do Sínodo Ordinário sobre a Família


Amoris laetitia” (Sobre o amor na família) é o título da Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a família do Papa Francisco.
O texto será publicado na sexta-feira, 8 de abril, e estará disponível em seis línguas, entre as quais o português. A Exortação será apresentada aos jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Card. Lorenzo Baldisseri, e pelo Arcebispo de Viena (Áustria), Card. Christoph Schönborn.

Também participa da coletiva um casal italiano de professores, docentes de Filosofia: Prof. Francesco Miano, que leciona na Universidade de Roma Tor Vergata e a Professora Giuseppina De Simone, da Faculdade Teológica de Nápoles.

A coletiva poderá ser acompanhada ao vivo no Vatican Player da Rádio Vaticano, onde permanecerá disponível também on demand.

A Exortação Apostólica “Amoris laetitia” será publicada quase seis meses após a conclusão do Sínodo Ordinário sobre a Família convocado pelo Papa Francisco em outubro passado. Um ano antes, em 2014, o Pontífice convocou um Sínodo Extraordinário sobre o mesmo tema.

Depois de dois anos de intenso trabalho dos bispos que participaram dos dois Sínodos, o texto do Papa Francisco é aguardado pelas dioceses do mundo inteiro por oferecer diretrizes e linhas de ação sobre temas práticos que dizem respeito à família.

Fonte: https://www.rs21.com.br/noticias/amoris-laetitia-exortacao-do-papa-sera-publicada-em-8-de-abril/

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Papa abre a Porta Santa; começa o Jubileu da Misericórdia.



O Santo Padre abriu a Porta Santa e se deteve em silêncio em sua entrada. Francisco entrou por primeiro na Basílica de S. Pedro, seguido por Bento XVI, pelos concelebrantes e por alguns representantes de religiosos e fiéis leigos – momento em que foi entoado o Hino do Ano Santo da Misericórdia. No Altar da Confissão, o Papa fez uma oração e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Fonte: http://www.news.va/pt/news/papa-abre-a-porta-santa-comeca-o-jubileu-da-miseri



sábado, 12 de julho de 2014

Jubileu Sacerdotal de Pe. Eugênio é notícia no jornal Testemunho de Fé


O Jubileu Sacerdotal de Pe. Eugênio foi notícia do jornal Testemunho do Fé. 

A edição 856, de 06 a 12/07/2014, em caderno especial (página 18), traz uma reportagem sobre os 50 anos de sacerdócio de Pe. Eugênio, sob título "Missionário do Senhor".

A reportagem pode ser conferida no site do jornal Testemunho de Fé:


Ou no site da Arquidiocese do Rio de Janeiro:




Comemorações da Padroeira e Jubileu Sacerdotal de Pe. Eugênio

De 22 a 29 de junho de 2014, a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro esteve reunida para as comemorações de sua padroeira. Foram dias de devoção à Nossa Senhora e intensa comunhão com Deus e os irmãos.


As comemorações tiveram início com a carreata pelas ruas do bairro e se estenderam com as missas em intenção dos devotos, das famílias, das vocações, além do terço vivo e da missa solene em honra à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que ocorreu na sexta-feira, 27 de junho. Sábado, a missa foi seguida do terço dos homens.

Carreata

Terço Vivo

Missa das Famílias

Missa Solene de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Domingo, dia 29/06, o encerramento da festa coincidiu com o Jubileu Sacerdotal do pároco, Pe. Manuel Eugênio Amorim Rosa, que junto da comunidade e do Bispo Dom Roque Souza, celebrou uma missa solene por seus 50 anos de sacerdócio. 
Durante a missa, Pe. Eugênio foi homenageado pelas crianças da catequese e presenteado com uma estola de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Após a missa, Pe. Eugênio recebeu os cumprimentos e o carinho da comunidade no salão paroquial, onde foi servido um delicioso café da manhã para festejar esta importante data e a alegria vivida ao longo desses dias.

Missa Solene Jubileu Sacerdotal
Homenagem da catequese

Benção do café da manhã



 

sábado, 12 de abril de 2014

VENHA CELEBRAR CONOSCO!

Em tempo, cabe lembrar que é concedida indulgência plenária ao sacerdote que, em dia marcado, celebra sua primeira missa, diante do povo, e aos fiéis que devotamente a ela assistem.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Ordenação Presbiteral de Anderson Monteiro


É com grande alegria que convidamos vocês para a Ordenação Presbiteral de nosso querido irmão Anderson Monteiro na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, no dia 10/05/2014, às 08h30min.
Contamos com a oração e a presença de toda a comunidade neste momento importante de sua vida e trajetória vocacional.



domingo, 2 de fevereiro de 2014

Legado da JMJ: Instituto para a Juventude.

Com o objetivo de dar sustento e seguimento aos legados da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), será criado o Instituto para a Juventude. Para a escolha de sua identidade visual foi lançado no dia 24 de janeiro um concurso do logotipo.
A proposta do instituto ainda está em fase de finalização e será apresentada durante o evento “Doe de Coração”, que acontecerá entre 7 e 9 de março em Cachoeira Paulista, na sede da Canção Nova. O evento também pretende arrecadar fundos para saldar os últimos investimentos da JMJ.
O instituto, presidido pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, “é um espaço para ouvir, para discutir as questões da juventude”, explicou padre Márcio Queiroz, vice-presidente da entidade. De acordo com ele, a proposta de criação do instituto surgiu ainda durante os preparativos para a JMJ Rio2013. “Porque o maior legado da JMJ foi a própria Jornada, o trabalho com a juventude”, ressaltou.

SERVIÇO
http://www.ijuventude.org/
https://www.facebook.com/iJuventude

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/1644/instituto-debatera-questoes-da-juventude

domingo, 12 de janeiro de 2014

Parabéns pelo Cardinalato, Dom Orani!





Mais notícias em: http://arqrio.org/noticias/categoria/43/cardinalato_de_dom_orani

sábado, 4 de janeiro de 2014

Discurso do Papa na Jornada dos Catequistas no Vaticano

Estou feliz que no Ano da Fé haja este encontro para vocês: a catequese é um pilar para a educação da fé, e precisamos de bons catequistas! Obrigada por este serviço à Igreja e na Igreja. Mesmo se às vezes possa ser difícil, trabalha-se tanto, empenha-se e não se veem os resultados desejados, educar na fé é belo! Ajudar as crianças, os rapazes, os jovens, os adultos a conhecer e a amar sempre mais o Senhor é uma das aventuras educativas mais belas, constrói-se a Igreja! “Ser” catequistas! Vejam bem, não disse “fazer” os catequistas, mas “sê-lo”, porque envolve a vida. Conduz-se ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho. E “ser” catequistas requer amor, amor sempre mais forte por Cristo, amor pelo seu povo santo. E este amor, necessariamente, parte de Cristo. 

O que significa este partir de Cristo para um catequista, para vocês, também para mim, porque também eu sou um catequista? 

1. Primeiro de tudo, partir de Cristo significa ter familiaridade com Ele. Jesus o recomenda com insistência ao discípulos na Última Ceia, quando estava prestes a viver o dom mais alto do amor, o sacrifício da Cruz. Jesus utiliza a imagem da videira e dos ramos e diz: permaneçam no meu amor, permaneçam ligados a mim, como o ramo está ligado à videira. Se somos unidos a Ele, podemos dar frutos, e esta é a familiaridade com Cristo. 

A primeira coisa, para um discípulo, é estar com o Mestre, escutá-lo, aprender com Ele. E isto vale sempre, é um caminho que dura toda a vida! Para mim, por exemplo, é muito importante permanecer diante do Tabernáculo; é um estar na presença do Senhor, deixar-se olhar por Ele. E isto aquece o coração, mantém aceso o fogo da amizade, te faz sentir que Ele verdadeiramente te olha, está próximo a você e te quer bem. Entendo que para vocês não é assim simples: especialmente para quem é casado e tem filhos, é difícil encontrar um tempo longo de calma. Mas, graças a Deus, não é necessário fazer tudo do mesmo modo; na Igreja há variedade de vocações e variedade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isto se pode, é possível em toda etapa da vida. Neste momento, cada um pode se perguntar: como vivo este “estar” com Jesus? Tenho aqueles momentos em que permaneço na sua presença, em silêncio, deixo-me guiar por Ele? Deixo que o seu fogo aqueça o meu coração? Se no nosso coração não há o calor de Deus, do seu amor, da sua ternura, como podemos nós, pobres pecadores, aquecer os corações dos outros? 

2. O segundo elemento é este: partir de Cristo significa imitá-Lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Esta é uma experiência bela, e um pouco paradoxal. Por que? Porque quem coloca no centro da própria vida Cristo sai do centro! Mais se une a Jesus e Ele se torna o centro da tua vida, mais Ele te faz sair de ti mesmo, te descentraliza e te abre aos outros. Este é o verdadeiro dinamismo do amor, este é o movimento do próprio Deus! Deus é o centro, mas é sempre doação de si, relação, vida que se comunica... Assim nos tornamos também nós se permanecemos unidos a Cristo, Ele nos faz entrar neste dinamismo do amor. Onde há verdadeira vida em Cristo, há abertura ao outro, há saída de si para ir ao encontro do outro em nome de Cristo. 

O coração do catequista vive sempre esse movimento de "sístole – diástole": união com Jesus, encontro com o outro. Sístole – diástole. Se falta um destes dois movimentos não bate mais, não vive. Recebe como dom o Kerigma, e por sua vez o oferece como dom. É esta a natureza do próprio Kerigma: é um dom que gera missão, que impulsiona sempre para fora de si mesmo. São Paulo dizia: “O amor de Cristo nos impulsiona”, mas este “nos impulsiona”, pode se traduzir também em “nos possui”. É assim: o amor te atrai e te envia, te toma e te doa aos outros. Nesta tensão se move o coração do cristão, em particular o coração do catequista: união com Jesus e encontro com o outro? Se alimenta no relacionamento com Ele, mas para levá-Lo aos outros? Eu digo uma coisa para vocês: eu não entendo como um catequista pode permanecer parado, sem este movimento. 

3. O terceiro elemento está sempre nessa linha: partir de Cristo significa não ter medo de ir com eles às periferias. Me vem à mente a história de Jonas, uma figura verdadeiramente interessante, especialmente nos nosso tempos de mudanças e incertezas. Jonas é um homem piedoso, com um a vida tranquila e organizada, isso o leva a ter os seus esquemas bem claros e a julgar tudo e todos com estes esquemas, de modo rígido. Por isso, quando o Senhor o chama e lhe diz para ir a Nínive, a grande cidade pagã, Jonas não quer ir. Nínive está fora de seus esquemas, é a periferia de seu mundo. E então, ele escapa, foge, embarca em um navio que vai para longe. Releiam o livro de Jonas! É breve, mas é uma palavra muito instrutiva, especialmente para nós que estamos na Igreja. 

Que coisa nos ensina? Nos ensina a não ter medo de sair dos nosso esquemas para seguir a Deus, porque Deus vai sempre além, Deus não tem medo das periferias. Deus é sempre fiel e criativo, não é fechado e por isso nunca é rígido, nos acolhe, nos vem ao encontro, nos compreende. Para ser fiel, para ser criativo, é necessário saber mudar. Para permanecer com Deus necessita saber sair, não ter medo de sair. Se um catequista se deixa dominar pelo medo, é um covarde; se um catequista está tranquilo ele acaba sendo uma estátua de museu; se um catequista é rígido se torna encarquilhado e estéril. Pergunto a vocês: alguém quer ser um covarde, estátua de museu ou estéril?

Mas atenção! Jesus não diz: ide, e se virem. Não! Jesus disse: Ide, eu estou convosco! Essa é a nossa beleza e a nossa força. Se nós partimos, se saímos para levar o seu Evangelho com amor, com verdadeiro espírito apostólico, com parresia, Ele caminha conosco, nos precede, é o primeiro sempre. Vocês aprenderam o sentido dessa palavra. E isso é fundamental para nós: Deus sempre nos precede! Quando pensamos estar longe, em uma extrema periferia, e talvez temos um pouco de temor, na verdade Ele já está lá. Jesus nos espera no coração daquele irmão, em sua carne ferida, em sua vida oprimida, em sua alma sem fé. Jesus está ali, naquele irmão. Ele sempre nos precede. 

Caros catequistas, digo a vocês obrigado por aquilo que fazem, mas, sobretudo, porque vocês estão na Igreja, no Povo de Deus em caminho. Permaneçamos com Cristo, procuremos ser sempre uma só coisa com Ele; O sigamos imitando-O em seu movimento de amor, no seu ir ao encontro do homem; e saiamos, abramos as portas, tenhamos a audácia de trilhar novas estradas para o anúncio do Evangelho! 

(Discurso do Papa na Jornada dos Catequistas no Vaticano, por ocasião do Ano da Fé
Sexta-feira, 27 de setembro de 2013)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Missa de Envio dos Voluntários JMJ Rio2013

"Ide, fazeis discípulos entre as todas as nações!

Meus queridos amigos voluntários, hoje mais do que somente amigos, somos irmãos, uma família. Não vejo melhor forma de começar essas palavras, do que agradecendo. Agradecer por terem aceitado se inscrever como voluntários me parece pouco, já que o “sim” dado por vocês durante a inscrição teve de ser tantas vezes repetido diante das dificuldades, dúvidas e renúncias que tentaram lhes impedir de chegar até aqui. Muito Obrigado! 

Muitas das vezes trabalhar em algo como a Jornada Mundial da Juventude nos distrai do verdadeiro propósito da mesma. Peçamos a graça, de que a cada dia, juntamente com o comprometimento com as nossas funções, nós possamos também enxergar o belíssimo plano que Deus tem para cada um de nós que viveremos essa Jornada como verdadeiros braços para a realização da mesma. 

Peço, que a partir de hoje, após essa missa, sejamos enviados para nossos serviços nos questionando do “Porque eu?”. Porque Deus quis que eu estivesse aqui hoje? Porque Deus me enviou para ser um socorrista? Porque Deus me enviou para acompanhar seu corpo durante a comunhão, ou tantas outras funções? Porque eu fui escolhido?
Deus quer falar conosco, e nesta jornada Ele fará mais do que isso, Ele estará “gritando”. Pedindo que o enxerguemos além dos eventos centrais, além das partes grandiosas da jornada. Ele pede que o enxerguemos nos olhos de um peregrino, no sorriso de um voluntário, pede que o enxerguemos no “perrengue”, no cansaço, nos imprevistos, nos trabalhos, e em tantos outros pequenos lugares. O sobrenatural que queremos encontrar estará nas mínimas coisas. 
A Jornada não é um evento grandioso feito somente para receber o papa, a vinda do papa é apenas uma desculpa usada por Deus para que Ele possa mexer no interior de cada um de nós, basta se permitir. 
Peço a toda comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que possam também, se permitir viver plenamente esse encontro com Cristo, que já passou por tantos países, já existe há tantos anos, e no momento certo Deus nos presenteou para que acontecesse na ”porta” de nossa casa, no nosso Rio de Janeiro. 
Também peço que em suas orações diárias, peçam por nós voluntários, para que tenhamos a capacidade de representá-los durante nosso serviço e de auxiliar para que tantos, não somente peregrinos, possam encontrar Cristo durante esses dias. 

Que venha a JMJ Rio 2013!

Mariana Ribeiro - PASCOM/PNSPS.PC

segunda-feira, 15 de julho de 2013

ABORTO SORRATEIRAMENTE APROVADO NO CONGRESSO BRASILEIRO - ABAIXO O PLC 03/2013

Segunda-feira, 8 de julho de 2012 



A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA VIDA HUMANA:


PRECISAMOS NOVAMENTE DE SUA AJUDA PARA IMPEDIR A
INSTALAÇÃO DA CULTURA DA
MORTE NO BRASIL. 



Na quinta feira dia, 4 de julho de 2013, o Congresso Brasileiro aprovou um
projeto de lei que virtualmente legaliza o aborto no país. 

Em pouco mais de dois meses o projeto foi aprovado por unanimidade, em
quatro votações relâmpago, na Câmara e no Senado, sem que a maioria dos
parlamentares tivessem tido tempo de tomar conhecimento do teor e da
verdadeira importância do que estava sendo tratado. 

Agora, para transformar-se definitivamente em lei, o projeto somente
necessita da sanção da Presidente Dilma Roussef. 


Segundo explicado abaixo, a iniciativa de aprovar de modo repentino o
projeto em regime de urgência foi desencadeada pelo Dr. Alexandre Padilha,
Ministro da Saúde do governo da presidente Dilma Rousseff.
 Todos os
restantes principais atores da tramitação relâmpago do projeto pertencem ao
Partido dos Trabalhadores.
O Partido dos Trabalhadores, em seu 3º Congresso
Nacional,realizado em agosto e setembro de 2007, aprovou uma resolução que
compromete o partido e todos os seus afiliados a defender a
descriminalização do aborto no Brasil.
Sobre o compromisso do Partido dos
Trabalhadores com a legalização do aborto no Brasil, veja um dossier
completo neste arquivo: 


[CONTEXTUALIZAÇÃO DA DEFESA DA VIDA NO BRASIL - COMO FOI PLANEJADA A
INTRODUÇÃO DA CULTURA DA MORTE NO PAÍS: 
http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf] 


Na mensagem explico com detalhes o que aconteceu e em seguida peço a todos
que se comuniquem com a Presidência da República. Peçam à presidente Dilma
Roussef que honre o compromisso assumido durante as eleições presidenciais
de não legalizar o aborto no Brasil e vete o projeto de lei que lhe está
sendo encaminhado. 


O Brasil, assim como numerosas outras nações, está sendo preparado para uma
forma inteiramente nova de ditadura, baseada na implantação de instituições
aparentemente democráticas, mas que, em conjunto com uma descapacitação
sistemática do povo para que este possa alcançar os conhecimentos essenciais
que lhe permitam sustentá-las, deixarão, de fato, de ser democráticas. 


Agradeço a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover. O problema
transcende as fronteiras de qualquer país, já que faz parte de um plano
abrangente pesadamente financiado por organizações internacionais que
investem na promoção do aborto em todo o mundo. 


Manteremos todos informados a respeito do desenrolar dos fatos. 



ALBERTO R. S. MONTEIRO
 


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PARA REMOVER: 

Estou-lhe escrevendo esta mensagem porque seu e-mail foi-me passado como
sendo de alguém interessado na defesa da dignidade da vida humana. Caso seu
endereço me tenha sido passado por engano, por favor, envie-me uma mensagem
ao seguinte endereço e não tornarei mais a escrever-lhe: 

albertomonteiro@mailandweb.com.br

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LEIA A SEGUIR: 



1.                O que aconteceu
2.                O que diz o projeto aprovado
3.                O que fazer
4.                E-mails e telefones da Presidência da República

1. O que aconteceu
Em pouco mais de dois meses, um projeto que virtualmente legaliza o aborto no Brasil e abre caminho para a sua legalização formal, foi quatro vezes aprovado por unanimidade: uma vez no plenário da Câmara, depois em duas comissões do Senado e finalmente no plenário do Senado.
Tratou-se de uma das votações mais estranhas já havidas na história das duas casas do legislativo brasileiro. O título enganoso, a rapidez meteórica como o projeto foi tramitado, ocultou o verdadeiro teor da proposta, que passou desapercebida por todos os grupos em favor da vida e os inúmeros parlamentares, contrários ao aborto, tanto na Câmara como no Senado, que votaram todos a favor do projeto.
Segundo informa o jornal interno da Câmara, a iniciativa de desencadear este processo partiu do Poder Executivo. Mais exatamente, do Ministro da Saúde da presidente Dilma Roussef, o Dr. Alexandre Padilha.
Na quarta feira, dia 20 de fevereiro de 2013, o Ministro Alexandre Padilha reuniu-se com o deputado Henrique Eduardo Alves, atual presidente da Câmara, para pedir-lhe que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que seria celebrado no dia 8 de março de 2013, fosse votado no plenário da Câmara, em regime de urgência, o Projeto de Lei 60/1999. Este projeto, nominalmente, trata do atendimento prioritário nos hospitais à mulher vítima de violência. A notícia do Jornal da Câmara pode ser lida neste endereço:
O PL 60/1999 estava parado na Câmara desde o ano de 2002, época em que Lula ainda não era presidente do Brasil. A redação do projeto, tal como havia sido votada em 2002, pode ser encontrada neste endereço:
Então, em consequência do acordo havido entre o Ministro da Saúde e a Presidência da Câmara, no dia 5 de março de 2013, o deputado José Guimarães, irmão do deputado José Genoíno e líder da bancada do PTna Câmara, pediu a tramitação do projeto em regime de urgência.
Por motivo de viagem, naquela semana o deputado Henrique Eduardo Alves, atual presidente da Câmara, estava sendo substituído no cargo pelo deputado André Vargas, também secretário nacional de comunicação do PT. O regime de urgência foi imediatamente aprovado por uma reunião de líderes das bancadas dos diversos partidos. Em seguida, no mesmo dia, o projeto foi emendado e apresentado ao Plenário da Câmara.
Os relatores do projeto, a deputada Janete Pietá, do PT de São Paulo, e o deputado Eliseu Padilha, do PMDB do Rio Grande do Sul, apresentaram de modo oral e sumário seus pareceres logo antes da votação. Nenhum deputado teve tempo de ler antecipadamente o teor do projeto. O projeto foi aprovado por unanimidade no mesmo dia 5 de março. Nenhum deputado, dos inúmeros que são a favor da vida, percebeu o alcance do que estava sendo votado. Três dias depois foi encaminhado para ser apreciado pelo Senado.
A tramitação completa do projeto pode ser examinada no seguinte endereço:
O teor do projeto emendado e aprovado, que depois não seria mais modificado pelo Senado, pode ser encontrado neste endereço:
O texto emendado e aprovado em 5 de março de 2013, em conjunto com as alterações do que foi subtraído ou acrescentado ao texto original de 2002, pode ser examinado em um só arquivo encontrado neste outro endereço:
No dia 10 de abril de 2013, já renomeado como Projeto de Lei Originário da Câmara 3/2013, ou PLC 3/2013, o projeto foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, após leitura de relatório favorável da Senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo.
No dia 19 de junho de 2013, após relatório favorável da Senadora Ângela Portela, do PT de Roraima, o projeto foi também aprovado por unanimidade pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Finalmente, no dia 4 de julho de 2013, sem que houvesse sido apresentado um único pedido de emenda, o PLC 3/2013 foi aprovado por unanimidade no Plenário do Senado e, em seguida, encaminhado à Presidência da República para ser sancionado.
Toda a tramitação no Senado pode ser acompanhada neste endereço:
2. O que diz o projeto aprovado
O título do projeto afirma que trata do atendimento às pessoas que sofreram violência sexual. O texto do projeto evita propositalmente mencionar a palavra aborto, embora seja disto que o projeto trate. A palavra aborto foi cuidadosamente omitida e o projeto foi tramitado em um regime de urgência conscientemente planejadopara que os parlamentares, inclusive os que são totalmente contrários ao aborto, não pudessem perceber o verdadeiro alcance da proposta senão depois de definitivamente aprovado.
O artigo primeiro afirma que os hospitais, - todos os hospitais, sem que aí seja feita nenhuma distinção -, "DEVEM OFERECER ATENDIMENTO EMERGENCIAL E INTEGRAL DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL, E O ENCAMINHAMENTO, SE FOR O CASO, AOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL".
Atendimento emergencial significa o atendimento que deve ser realizado imediatamente após o pedido, não podendo ser agendado para uma data posterior. O atendimento integral significa que nenhum aspecto pode ser omitido, o que por conseguinte subentende que se a vítima de violência sexual estiver grávida, deverá ser encaminhada aos serviços de aborto. Os serviços de assistência social aos quais a vítima deve ser encaminhada, que não eram mencionados no projeto original, são justamente os serviços que encaminharão as vítimas aos serviços de aborto ditos legais.
Portanto, uma vez o projeto sancionado em lei, todos os hospitais do Brasil, independentemente de se tratarem de hospitais religiosos ou contrários ao aborto, serão obrigados a encaminhar as vítimas de violência à prática do aborto. O projeto não contempla a possibilidade da objeção de consciência.
Na sua versão original, o artigo terceiro do projeto afirmava que o atendimento deveria ser imediato e obrigatórioa todos os hospitais integrantes da rede do SUS que tivessem Pronto Socorro e Serviço de Ginecologia, mas a emenda do dia 5 de março de 2013 riscou a cláusula do "PRONTO SOCORRO E SERVIÇO DE GINECOLOGIA", deixando claro que qualquer hospital, por menor que seja, não poderá deixar de encaminhar as vítimas de violência, se estiverem grávidas, aos serviços de aborto. O artigo primeiro sequer restringe os hospitais aos integrantes da rede do SUS.
O artigo segundo define que, para efeitos desta lei, "VIOLÊNCIA SEXUAL É QUALQUER FORMA DE ATIVIDADE SEXUAL NÃO CONSENTIDA".
A expressão "TRATAMENTO DO IMPACTO DA AGRESSÃO SOFRIDA", constante do artigo primeiro do texto original, foi suprimida e substituída por "AGRAVOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL", para deixar claro que a violência sexual não necessita ser configurada por uma agressão comprovável em um exame de corpo de delito. Uma vez que o projeto não especifica nenhum procedimento para provar que uma atividade sexual não tenha sido consentida, e o consentimento é uma disposição interna da vítima, bastará a afirmação da vítima de que ela não consentiu na relação sexual para que ela seja considerada, para efeitos legais, vítima de violência e, se ela estiver grávida, possa exigir um aborto ou o encaminhamento para o aborto por parte de qualquer hospital.
As normas técnicas do Ministério da Saúde publicadas durante o governo Lula afirmam que as vítimas de estupro não necessitam apresentar provas ou boletins de ocorrência para pedirem um aborto dos hospitais credenciados. Basta apenas a palavra da mulher, e os médicos terão obrigação de aceitá-la, a menos que possam provar o contrário, o que usualmente não acontece. Mas pelo menos a mulher deveria afirmar que havia sido estuprada. Agora não será mais necessário afirmar um estupro para obter um aborto. Bastará afirmar que o ato sexual não havia sido consentido, o que nunca será possível provar que tenha sido inverídico.
A técnica de ampliar o significado das exceções para os casos de aborto até torná-las tão amplas que na prática possam abranger todos os casos é recomendada pelos principais manuais das fundações internacionais que orientam as ONGs por elas financiadas. Com isto elas pretendem chegar, gradualmente, através de sucessivas regulamentações legais, até a completa legalização do aborto. É este o propósito do PLC 03/2013. Um dos mais famosos manuais sentido é o manual "INCREMENTANDO O ACESSO AO ABORTO SEGURO - ESTRATÉGIAS DE AÇÃO", publicado internacionalmente pela International Women Health Coalition (IWHC). Foi a equipe do IWHC, que redigiu este manual, a mesma que inventou, no final dos anos 80, o conceito de "DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS", que em seguida, em 1990, passou a ser utilizado pela Fundação Ford, através da qual passou para a ONU em 1994, durante a Conferência de População do Cairo. A fundadora do IWHC foi condecorada, em 2012, pela ONU, com o Population Award, justamente por ter desenvolvido, pela primeira vez, em 1987, o conceito de "SAÚDE REPRODUTIVA".
[American Reproductive Health Pioneer Win 2012 United Nations Population Award:
Nas páginas 8 e 9 do manual "Incrementando o Acesso ao Aborto Seguro - Estratégias de Ação", que menciona várias vezes o exemplo do Brasil, a IWHC comenta:
"Assegurar ao máximo a prestação de serviços previstos pelas leis existentes que permitem o aborto em certas circunstâncias possibilita abrir o caminho para um acesso cada vez mais amplo. Deste modo os provedores de aborto poderão fazer uso de uma definição mais ampla do que constitui um perigo para a vida da mulher e também poderão considerar o estupro conjugal como uma razão justificável para interromper uma gravidez dentro da exceção referente ao estupro. Desde o início dos anos 90 profissionais e ativistas de várias cidades do Brasil estão trabalhando com o sistema de saúde para ampliar o conhecimento das leis e mudar o currículo das faculdades de medicina".

É exatamente isto o que está sendo feito aqui pelo PLC 03/2013 que acaba de ser aprovado pelo Senado. É a virtual legalização do aborto, que bastará ser sucessivamente regulamentada por leis posteriores para poder transformar-se na completa legalização do aborto, com a aprovação unânime de todos os parlamentares, inclusive os que mais ferrenhamente defendem a vida.
Para não deixar dúvidas sobre o que está sendo legislado, o PLC 03/2013 acrescenta, no artigo 3, que o "ATENDIMENTO IMEDIATO E OBRIGATÓRIO EM TODOS OS HOSPITAIS" compreende os serviços listados em sete incisos, o último dos quais foi acrescentado na versão de 5 de março de 2013 e não constava no texto original:
"O FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES ÀS VÍTIMAS SOBRE OS DIREITOS LEGAIS E SOBRE TODOS OS SERVIÇOS SANITÁRIOS DISPONÍVEIS".

É evidente aqui que o projeto está se referindo ao aborto. Apesar de que apenas afirme que trata-se de um fornecimento de informações, não se deve esquecer que o artigo primeiro estabelece ser obrigatório, quando for o caso, o encaminhamento aos serviços de assistência social. Isto significa que todos os hospitais, inclusive os religiosos, estão obrigados a encaminhar qualquer mulher grávida, que alegue ter tido uma relação sexual não consentida, a um serviço de aborto supostamente legal. Mais adiante será muito mais fácil aprovar novas leis, que regulamentem a que hoje está sendo aprovada, para que exijam mais explicitamente o cumprimento do dever hoje, ainda que em linhas gerais, claramente estabelecido.
O inciso quarto do artigo terceiro lista, ainda, como obrigação de todos os hospitais, em casos de relação sexual não consentida, "A PROFILAXIA DA GRAVIDEZ". Note que a lei não especifica o que deve ser entendido como "PROFILAXIA DA GRAVIDEZ". O termo aparentemente é novo e recém inventado especialmente para este projeto de lei. Terá, portanto, mais adiante, que ser regulamentado ou interpretado, pelo legislativo ou pelo judiciário, quando surgirem as primeiras dúvidas sobre o seu significado. Hoje ninguém sabe o que isto poderá significar amanhã. Os senhores parlamentares foram propositalmente enganados para assinarem um cheque em branco.
3. O que fazer
O PLC 03/2013, que tomou impulso inesperado por uma intervenção intencional do Poder Executivo através do Ministro da Saúde do governo Dilma Roussef e dos parlamentares do Partido dos Trabalhadores é um modelo da habilidade que este partido possui para enganar o povo brasileiro, que é totalmente contrário ao aborto, e os próprios parlamentares, cuja maioria também tem votado contrariamente ao aborto.
Os mesmos parlamentares que em maio de 2008 votaram por 33 votos a zero contra o substitutivo do PL 1135/91, apresentado ao Congresso pelo presidente Lula para legalizar o aborto no Brasil, e que em seguida votaram novamente, em julho de 2008, por 57 votos a quatro, contra o mesmo projeto, agora votaram quatro vezes, em um espaço de três meses, por unanimidade, a favor de um projeto apresentado para legalizar o aborto no Brasil.
O projeto é tão absurdo e tão irregularmente tramitado que não será difícil revertê-lo. Todos nós esperamos que os numerosos parlamentares a favor da vida que, enganados pelo nosso governo e pelo partido, votaram a favor deste projeto, se manifestem imediatamente. Ademais, pedimos encarecidamente a todos os que receberem esta mensagem possam manifestar-se junto à presidência de república para que a Presidente Dilma Roussef vete o projeto em sua integralidade. Não se pode e não se deve enganar o povo e o Congresso desta maneira vergonhosa.
Agora precisamos de sua ajuda mais do que nunca.
Os governantes são eleitos pelo povo, e devem representar o povo que os elegeu. Não devem prestar-se a enganar o povo que os elegeu. Se o povo brasileiro entende que o aborto é homicídio, é necessário que ele se manifeste e exija que os governantes que ele elegeu vetem projetos como este que são exemplos de pura vigarice legislativa. É simples assim, e é porque estamos em uma democracia que podemos dizer isto, educadamente, mas tão claramente.
Mas para isto é necessário que entendamos exatamente o que está acontecendo, e que cada um de nós queira manifestar-se.
Examine todos os links para saber exatamente o que está acontecendo.
Em seguida faça o seguinte:
A. Contate com a sua rede
Envie esta mensagem a todas os seus contatos. Faça uma introdução, de sua própria iniciativa, explicando a gravidade do problema e por que devem ler a mensagem em sua integridade;
B. Contate com o seu bispo ou pastor
Se você pertence a alguma igreja ou congregação religiosa, imprima a mensagem anterior e entregue-a pessoalmente a seu bispo ou pastor. Comunique-lhe o que está acontecendo e encorage-o a tomar uma posição firme e pública a respeito.
C. Contate com a Presidência da República e o Ministério da Saúde:
Escreva, envie faxes e telefone para os contatos abaixo do governo federal. Explique-lhes:
                        (A) COMO NOSSO GOVERNO NÃO ESTÁ CUMPRINDO AS PROMESSAS ELEITORAIS E CONTINUA SISTEMATICAMENTE PREPARANDO A IMPLANTAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL.
         
                        (B) EXIJA QUE A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, EM VISTA DO QUE FOI EXPOSTO NESTA MENSAGEM, VETE COMPLETAMENTE TODO O PLC 03/2013.

Telefone, envie faxes e mensagens ao Ministério da Saúde e à Casa Civil da Presidência, mostrando, com educação mas com clareza, que o povo brasileiro compreende exatamente o que nosso governo está fazendo: o governo está violando sistematicamente o direito à vida e quebrando as promessas que havia feito ao eleger-se em outubro de 2010. O povo brasileiro entende que o aborto é o homicídio de um inocente, e não está de acordo com a implantação desta prática no país.
Não tenha receio de pedir, com firmeza e educação, a veto de todo o PLC 03/2013.
ENTENDA QUE É O SEU DIREITO, POIS ESTAS PESSOAS ESTÃO NO GOVERNO PARA SERVIR AO POVO, E NÃO O CONTRÁRIO.

E muito menos elas estão no governo para enganarem cidadãos e parlamentares.

Se não podemos pedir o veto de um projeto tão vergonhosamente tramitado, simplesmente o Brasil não é mais uma democracia.

NÃO SE LIMITE A APENAS ESCREVER UM E-MAIL, QUE PODE SER FACILMENTE APAGADO. ENVIE UM FAX E FAÇA UM TELEFONEMA. EXPLIQUE COM AS SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS O QUE ENTENDE SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO.
4. E-mails e telefones da Presidência da República.
Emails da Presidência
                        casacivil@presidencia.gov.br
                        carlos.carboni@presidencia.gov.br
                        gabinetecasacivil@presidencia.gov.br
                        gabinetesg@presidencia.gov.br
                        gabinetepessoal@presidencia.gov.br
                        tassiana.carvalho@presidencia.gov.br
                        vanessa.faria@presidencia.gov.br
                        beto.vasconcelos@presidencia.gov.br

Emails do Ministério da Saúde

                        eliane.cruz@saude.gov.br
                        gabinete.se@gov.br
                        ministro@saude.gov.br
É possível escrever para a presidente Dilma Rousseff
Gabinete Pessoal da Presidenta da República
                        Fax: (61) 3411.2222
                        Tel: (61) 3411.1200 / (61) 3411.1201
                        E-mail: gabinetepessoal@presidencia.gov.br

Secretaria-Geral da Presidência da República
Ministro-Chefe - Gilberto Carvalho
                        Fax: (61) 3321.1994
                        Tel: (61) 3411.122 / (61) 3411.1226 / (61) 3411.1227
                       
        E-mail: gabinetesg@presidencia.gov.br
Chefe de Gabinete - Vanessa Dolce de Faria
                        Tel: (61) 3411.1225
                        E-mail: vanessa.faria@presidencia.gov.br

Casa Civil da Presidência
Ministra-Chefe da Casa Civil - Gleisi Helena Hoffmann
                        Tel: (61) 3411.1096 / (61) 3411.1166
                        E-mail: casacivil@presidencia.gov.br

Chefe de Gabinete - Leones Dall'Agnol
                        Fax: (61) 3321.1461
                        Tel: (61) 3411.1573 / (61) 3411.1935
                        E-mail: leones.dallagnol@presidencia.gov.br
Assessora Especial do Gabinete - Dayane Hirt
                        Tel: (61) 3411.1573 / (61) 3411.1935
                        E-mail: dayane.hirt@presidencia.gov.br
Contato
                        E-mail: gabinetecasacivil@presidencia.gov.br
Secretaria-Executiva
Secretário-Executivo Interino - Gilson Alceu Bittencourt
                        Tel: (61) 3411.1034 / (61) 3411.1855
                        E-mail: se.casacivil@presidencia.gov.br

Chefe de Gabinete - Mirian Lima Lipovetsky
                        Tel: (61) 3411.1034 / (61) 3411.1855
                        E-mail: mirian.lipovetsky@presidencia.gov.br
Ministério da Saúde
Ministro de Estado Da Saúde: Alexandre Padilha
                        E-mail: ministro@saude.gov.br
Chefia de Gabinete: Eliane Cruz
                        E-mail: eliane.cruz@saude.gov.br
Contatos:
                        Fax: (61) 3315.2680
                        Telefone: (61) 3315.2788 / (61) 3315.2789 / (61) 3315.2399 / (61) 3315.2392
                        E-mail: chefia.gm@saude.gov.br
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Secretaria Executiva
Secretária Executiva: Marcia Aparecida do Amaral
Secretário Adjunto: Adail de Almeida Rollo
Chefe de Gabinete: Iracy de Almeida Gallo
Contatos:
                        Fax: (61) 3315.2816
                        Tel: (61) 3315.9262 / (61) 3315.9263 / (61) 3315.9264
                        E-mail: gabinete.se@saude.gov.br



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